terça-feira, 24 de maio de 2016

‘Tese do golpe é alucinação e conto da carochinha’: a Globo pode economizar 50 anos e pedir desculpas já.

 
Não é um jornal: é uma vergonha
Não é um jornal: é uma vergonha
A Globo não tem que esperar mais 50 anos para se desculpar pelo seu papel no golpe.
Pode pedir desculpas agora.
Veja o que um editorial seu afirmou pouco antes que Jucá descrevesse involuntariamente, em detalhes, a traa sinistra que derrubou Dilma.
O título era: “A farsa do ‘golpe’ construída pelo lulopetismo’. (Lulopetismo é uma típica expressão dos direitistas fanáticos. É o equivalente ao ‘comunismo leninismo’ dos anos 60.)
“Acreditar no conto da carochinha do ‘golpe’ é aceitar a participação do STF numa operação para defenestrar Dilma. Só numa alucinação.”
Ora, ora, ora: alucinação.
Isto quer dizer, então, que Romero Jucá, um dos líderes do golpe, teve uma alucinação ao citar, na já histórica conversa gravada com um investigado na Lava Jato, os contatos com integrantes do Supremo.
Gilmar Mendes, para ficar num caso, jamais se prestaria a debater o golpe com os golpistas. Foi alucinação coletiva a visão infame da foto em que Gilmar aparecia com Serra no curso do golpe.
Também foi alucinação coletiva uma declaração do superlativo conservador Celso Mello destacada pela Globo: “Dilma comete um gravíssimo equívoco ao tratar impeachment como golpe.”
Ora, ora, ora: gravíssimo.
Quem cometia um gravíssimo equívoco, eminente juiz: Dilma ou vossa excelência?
Tudo isso – o editorial do Globo, a afirmação terminante de Mello – apanhei no Twitter de Romero Jucá. É divertido, sob muitos aspectos, ver como os golpistas se comportaram nos últimos meses.
Jucá escreveu coisas assim:
  • “A presidente Dilma está apelando para um enredo já ultrapassado. Falar em golpe é o que falou o Collor há muitos anos.”
  • “Dilma mancha imagem do Brasil com tese do golpe.”
  • “O Eduardo Cunha não é o PMDB. Ele é um quadro e vai ser investigado. Não somos contra a Lava Jato. Nós apoiamos a Lava Jato.”
  • “Se o PMDB assumir o governo, apoiará e cobrará rapidez na investigação e no julgamento da Operação Lava Jato.”

Aqui, no item 4, a frase foi extraída de uma entrevista foi concedida a um dos jornalistas mais envolvidos no golpe, Josias de Souza, do uol, aquele blogueiro que em pleno 2016 copia o texto da Veja da década de 80.
No Twitter de Jucá, você tem a reconstrução da narrativa falsa, indecente, criminosa do golpe de acordo com os golpistas.
Há uma completa manipulação e inversão dos fatos. Dilma, como escreveu Jucá, é quem teria manchado a reputação do Brasil no exterior – e não ele mesmo e seus comparsas na conspiração plutocrata.
Mas nada se compara, neste capítulo, ao que a Globo fez neste tempo todo para iludir os brasileiros, suprimir 54 milhões de votos e chacinar a democracia.
Os Marinhos e, acrescente-se, seus servos – os jornalistas que se prestaram a um papel indescritivelmente sujo. Há aí uma diferença sobre 1964: lá, o golpe na Globo foi obra de Roberto Marinho. Agora, foi um trabalho coletivo de patrões e empregados como Merval, Sardenberg, Míriam Leitão, Kamel, Waack e por aí vai.
Todos estes golpistas da Globo, a começar pelos três irmãos Marinhos, estarão mortos daqui a 50 anos.
É bom que eles se desculpem agora, portanto.
Do DCM

O xadrez do grampo de Jucá

Por Luis Nassif
Desde março a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF) tinham conhecimento do chamado desvio de finalidade do processo de impeachment. Desde aquela época estavam de posse da PGR e do STF as gravações de conversas de Sérgio Machado com Romero Jucá indicando claramente que a queda de Dilma Rousseff era passo essencial para conter os avanços da Lava Jato.

Nada se fez. Ignoraram-se as provas que não mereceram sequer o privilégio dos vazamentos orquestrados cotidianamente pelos investigadores da Lava Jato.

Esse fato suscita um conjunto de indagações.

A primeira, é que não havia lógica jurídica ou estratégia de investigação que justificasse o ritmo imprimido à Lava Jato, por ser tecnicamente impossível trabalhar todas as frentes abertas. A abertura de centenas de frentes afronta a boa técnica de investigação.

Insistiu-se nessa estratégia blitzkrieg visando o jogo político. A multiplicidade de operações permitiu acumular munição para ser utilizada politicamente, como reforço às estratégias concatenadas com outros parceiros políticos.

Há duas interpretações para esse jogo.

A benigna é que, sabendo da propagação desse modelo de corrupção política por todo o sistema político, o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot teria desenhado uma estratégia gradativa de comer os esquemas de forma fatiada.

A cética é que os vazamentos (e omissões) visariam beneficiar um grupo político específico – o PSDB – em detrimento de outros partidos.

Não há dúvidas sobre as razões das informações sobre a conversa de Jucá terem sido retidas em março: se divulgadas, impediriam a queda de Dilma. Deixou-se Dilma ir para o cadafalso, com o PGR sustentando que ela e Lula estariam criando obstáculos às investigações. Rodrigo Janot firmou essa convicção, mesmo tendo conhecimento do que estava por trás do golpe.

A dúvida é sobre as razões que levaram ao vazamento de ontem.

Ora, dirão os céticos, mas Aécio Neves foi expressamente citado na gravação. Logo, não haveria viés partidário.

Desde que vazaram as delações anteriores, Aécio tornou-se carta fora do baralho para eleições majoritárias, embora sua blindagem prossiga em todas as frentes. A PGR segurou as investigações sobre ele por mais de ano. Quando desovou o pedido de processo no STF (Supremo Tribunal Federal), foi coincidentemente sorteado para o Ministro Gilmar Mendes, que tratou de inviabilizá-lo em um dia.

Nada indica que será retomado, mesmo à luz das novas menções nas gravações de Jucá. E, olhe, que não foi pouca coisa:

Segundo a Folha,

O nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) também aparece no diálogo, como sendo "o primeiro a ser comido". "O Aécio não tem condição, a gente sabia disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei da campanha do PSDB...", falou Machado. "A gente viveu tudo", se limitou a dizer Jucá.

A estratégia do vazamento

Assim como os vazamentos anteriores, o atual obedece a uma lógica política.

O sistema de poder, em torno de Michel Temer, contempla o PMDB e o PSDB. A banda do PMDB é sustentada por Jucá, Moreira Franco e Geddel Viera Lima. A do PSDB, por Serra.

Temer balança no meio. Em toda sua fase de militância política, sempre se manteve próximo do PSDB.

A divulgação da gravação foi precedida de uma série de episódios ilustrativos da nova etapa do jogo:

1- Mal assume o Ministério das Relações Exteriores, José Serra dispara um comunicado virulento contra vizinhos da América Latina. E anuncia um decálogo tendo como ghost writer Rubens Ricúpero, baseado em uma diplomacia que foi largamente superada pelos tempos, especialmente depois da passagem de Celso Amorim pelo Itamaraty.

2- No dia seguinte, FHC lança Serra presidente tendo como argumento apenas seu pronunciamento. E a Folha solta um editorial enaltecendo a grande mudança que Serra anuncia para o Itamaraty. Em ambos os casos, proclamações extemporâneas de uma competência diplomática que Serra provavelmente não tem, e se tivesse, nem tempo houve para demonstrar.

3- Dois dias depois, explode o grampo de Jucá.

4- Ontem, enquanto o país debatia as gravações de Jucá, corriam rumores de transferência de Serra para o Planejamento.

De uma vez só, as gravações enfraquecem a banda peemedebista do governo Temer, aceleram sua aproximação maior com o PSDB e inviabilizam Aécio Neves.

É pouco?
O pequeno Supremo

No novo normal jurídico, esse tipo de manobra prescinde de justificativas maiores. Provavelmente o PGR não se sentirá obrigado a responder porque manteve essas informações sob sigilo; e porque as informações vazaram depois. Dirá que apenas seguiram os trâmites normais e tudo não passou de coincidência.

Quanto ao STF, hoje em dia ele é menor que Gilmar Mendes. Gilmar consegue transformar sua vontade em lei, seja recorrendo a manobras regimentais, como pedidos eternos de vista, até sua atuação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Além de ser o destinatário final de inúmeros processos no STF de interesse direto de seu grupo político.

Quanto ao Supremo, se apequenou de forma irreversível devido a um desses paradoxos da Justiça, na qual não basta o conhecimento jurídico para vencer: é preciso uma boa dose de atrevimento e de ousadia. E, na quadra atual, o atrevimento dos Ministros militantes se sobrepôs à anomia dos Ministros isentos.

Com a notável exceção de Marco Aurélio de Mello, o Supremo infelizmente deixou de ser uma referência, uma esperança para os que ainda acreditam no primado da Constituição e no fortalecimento da ordem jurídica.
Blog do Miro

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Vídeo: escracho e bolinhas recebem Cerra na Argentina

"Golpista", "fascista", gritaram brasileiros e argentinos

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"Fora Serra", "golpista" e "volta, querida"
No Brasil 24:

Brasileiros e argentinos protestam contra Serra em Buenos Aires

Um grupo de aproximadamente 500 pessoas se concentrou em frente ao Palacio San Martin, sede da chancelaria da Argentina, em Buenos Aires, onde chegou o ministro das Relações Exteriores, José Serra.

Trata-se da primeira visita de um integrante do governo interino de Michel Temer à Argentina desde o início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para evitar os manifestantes Serra teve de entrar por uma porta lateral do palácio.

O grupo de manifestantes é formado, em grande parte, por membros de "La Cámpora", corrente política ligada ao kirchnerismo, que costumava aparecer nos atos públicos da ex-presidente Cristina Kirchner.

Há também brasileiros que vivem em Buenos Aires e que integram movimentos que se opõem ao processo de impeachment de Dilma.

Com bandeiras do La Cámpora e do Brasil e instrumentos de percussão, o grupo grita palavras de ordem como "fora Serra", "golpista" e "volta, querida".

Antes, o C Af havia publicado:
O Conversa Afiada reproduz vídeo da Mídia Ninja:






Cartaz colado em paredes em Buenos Aires, na Argentina
Cartaz colado em paredes em Buenos Aires, na Argentina

Globo ignora atentado e se ferra

Como se fosse possível ignorar Ana Hickmann ...

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Ana deixa a delegacia em Belo Horizonte
A Globo ignorou solenemente o atentado que Ana Hickman http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/fotos/ana-hickmann-relata-momentos-de-terror-na-mira-de-atirador-e-revela-tive-certeza-que-ia-morrer-23052016#!/foto/1 sofreu em Belo Horizonte.

O jornal nacional de sábado ignorou o fato que ocorreu no meio da tarde.

E, no domingo, o Fantástico se limitou a uma breve "nota coberta" como se fosse um episódio policial irrelevante.

A Globo pagou caro pela omissão grotesca.

Ao longo do Domingo Espetacular, que deu brilhante e completa cobertura ao atentado, a Record bateu na Globo por 17 a 14, 20 a 16 e, no fim da cobertura, por 18 a 16.

A Record ficou à frente da Globo por aproximadamente uma hora, no domingo.

Ontem a Ana, hoje as manifestações "Fora Temer" e, no passado, as "Diretas Já".

A Globo é como aquela casa da nobreza da França: eles nada esquecem e nada aprendem.

Temer vai derrubar Temer? Há outras gravações, diz Merval Pereira

aijesus
No post anterior, referi-me ao comentário de Merval Pereira de que Michel Temer “não tinha condições de demitir Romero Jucá”.
Além de dizer que o presidente interino é refém de seu ministro conspirador, Merval,  diz mais.
Diz Merval que há outras gravações de ministros conversando com Sérgio Machado, indicado pelo PMDB para a Transpetro, com teor igual ou pior ao das conversas reveladas hoje.
Pode-se dizer tudo de Merval, menos que ele não tenha “amigos de fé, irmãos, camaradas” no Supremo.
Segundo ele, Machado dez as gravações para negociar uma delação premiada, que o livre da Lava Jato.
E, como patinhos – ou deveria dizer ratinhos? – os caciques do PMDB soltaram a língua.
É o governo Temer se desfazendo com as mesmos métodos com que se instituiu.
Quando se ascende ao poder pelo crime, não se tem como demitir o cúmplice.
A Folha divulgou as gravações, com suas transcrições.
Jucá não tem escapatória e está solto até este momento porque o Supremo também tem seus segredos.
Os intestinos do golpe recém estão sendo abertos.
E como fedem!
Do Tijolaço

Romário, Tiririca e deputado paraibano são chamados de golpistas - vídeo

Da Redação
Tiririca: isso é a sua opinião - SQN
Tiririca: isso é a sua opinião - SQN
Romário, o menino pobre do Jacarezinho, subúrbio do Rio, que ganhou fama internacional, a partir do futebol e do título da Copa de 94, mexeu com um vespeiro. Apoiou o golpe institucional no Brasil e, por causa disso, começa a colecionar desafetos e antipatia - algo que jamais havia imaginado. Acompanhado de outros dois parlamentares menos prestigiados, Tiririca e Wilson Filho (PB), ouviu de um cidadão que é sim um "golpista" por ter votado a favor do afastamento da presidenta Dilma.

Convidado para participar de uma festa em João Pessoa, na Paraíba, o encontro, que se encerraria no Restaurante Caynon, na Praia de Coqueirinho, Litoral Sul, foi só constrangimento. Uma cliente foi até a mesa dos três parlamentares e fez duras críticas. Uma as expressões usadas foi a de "golpistas". Após a fala da cliente, outras pessoas aplaudiram e reproduziram o mesmo jargão estabelecendo o coro constrangedor:

-Golpistas! Golpitas!

"Bonito para vocês, golpistas. Três golpistas do Brasil. A Paraíba nega todos vocês por estarem contra o povo brasileiro", afirmou a cliente sob o contra-argumento de Tiririca com Romário de cabeça baixa:

"Esta é a sua opinião apenas", afirmou Tiririca para ouvir da cliente:

"Engano seu, pois, a minha opinião é a de milhões de brasileiros que não aceitam vocês, golpistas".

Romário e Tiririca participaram do Futebol Solidário, na noite desta sexta-feira (20), no estádio Almeidão, em João Pessoa. A festa foi organizada por Wilson Filho, e reuniu ainda ex-pugilista Acelino Popó Freitas. O evento arrecadou alimentos para o Hospital Napoleão Laureano e teve o objetivo de chamar a atenção para a necessidade da construção de uma unidade da Rede Sarah. O hospital é um centro de reabilitação e ainda atende crianças com microcefalia.

Romário disse ter baseado sua votação em "muito estudo" e "avançado noite a dentro". Disse ter discutido com assessores e pares cada um dos pontos. Veja o voto de Romário e outros senadores a favor do impeachment:
Conexão Jornalismo

"Temer está tecnicamente morto depois das inconfidências de Jucá. Por Paulo Nogueira"

Um cadáver político no Planalto

Temer e Jucá com Delfim: rindo do quê?
 Temer e Jucá com Delfim: rindo do quê?
  
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O governo Temer, que já vinha se arrastando, está agora tecnicamente morto.

Não há salvação possível depois que veio a público, pela Folha, uma conversa entre o ministro Romero Jucá e um investigado na Lava Jato.

A conversa, numa linha, confirma o que já se sabia sobre o golpe: uma mulher honesta foi derrubada por homens corruptos.

A diferença, agora, é que isto foi claramente exposto por Jucá, um dos articuladores do impeachment e espécie de primeiro ministro de Temer.

O objetivo jamais foi combater a corrupção. Foi, sim, preservar corruptos como o próprio Jucá e tantos outros.

Não sobra ninguém da conversa. Temer, por exemplo, foi definido como “homem do Cunha”. (Abaixo, uma ilustração do grupo Jornalistas Livres que resume o escândalo.)

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Em sua superior mediocridade, Temer passou uma vida inteira como como um figurante. Só foi notado pelos brasileiros quando apareceu com uma mulher que poderia ser sua neta. Agora, ele se consagra como o “homem do Cunha”.

Jucá cita também o Supremo como parte da trama. Afirma que esteve com vários ministros do STF para discutir o golpe.

Não os cita. Mas você pode deduzir facilmente que juízes militantes como Gilmar Mendes e Dias Toffoli falaram com Jucá.

Gilmar jamais fez questão de esconder sua militância. Numa cena infame, apareceu às vésperas do impeachment numa fotografia ao lado de Serra, e sequer ficou vermelho. Para ele, ficou natural ser um político desvairado com toga.

Nunca mais você verá uma sessão do STF da mesma forma, isto é certo. Aqueles senhores (e senhoras) circunspectos e com capas ridículas parecerão um bando de golpistas.

Rosa Weber há dias intimou Dilma a dizer por que ela anda chamando o golpe de golpe. Dilma pode entregar a Rosa uma cópia da conversa de Jucá.

Aécio também é citado na conversa: “Todo mundo conhece o esquema do PSDB.” Menos a mídia, talvez, que jamais tratou decentemente do assunto.

Isso permite ainda hoje a velhos demagogos como FHC, Serra e Aécio posarem de homens acima de qualquer suspeita e falarem de corrupção como se fosse alguma coisa da qual estivessem imaculadamente distantes.

A mídia também está lá na conversa gravada. Os barões da imprensa, está registrado, tinham todo o interesse em tirar Dilma.

Nenhuma novidade, mais uma vez. Colocar um presidente amigo, como Temer, daria às grandes empresas jornalísticas livre acesso ao dinheiro público, por meio de publicidade oficial, empréstimos do BNDES e outras mamatas que fizeram a fortuna bilionária dos Marinhos, dos Civitas e dos Frias.

A Folha, que participou ativamente da trama que derrubou Dilma, parece ter dado um golpe de mestre com esta história.

Enquanto a Globo descaradamente passou a praticar um jornalismo chapa branca, a Folha tenta mostrar que não tem rabo preso com ninguém, como disse seu marketing durante muitos anos.

É uma espécie de retorno aos últimos tempos da ditadura, quando a Folha pregava as diretas já e a Globo continuava a defender os militares.

Como a Globo vai-se sair dessa – se é que vai – é uma incógnita.

Quem, definitivamente, não tem como se livrar das consequências das inconfidências de Jucá é Temer, o Breve.
Blog Contrapontopig

Gilmar cavou o próprio impeachment!

Cada vez que ele fala o Supremo fica menor!

bessinha gilmar
Do Ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT):

“Não conhecia impeachment de vice-presidente”, diz Gilmar Mendes 

André Richter

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (5) que nunca ouviu falar da possibilidade de impeachment de um vice-presidente da República. Em conversa com jornalistas antes da sessão da Segunda Turma do STF, Mendes disse também que a Câmara dos Deputados poderá recorrer à Corte para questionar a decisão do ministro Marco Aurélio, que determinou a abertura de processo de impedimento do vice-presidente, Michel Temer.

"Eu também não conhecia impeachment de vice-presidente. É tudo novo para mim. Mas o ministro Marco Aurélio está sempre nos ensinando", ironizou.

(...)

Diz o Artigo 52 da Constituição de 1988, devidamente estuprada pelos Golpistas:

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

I -  processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade (ênfase minha – PHA), bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;

II -  processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade;

Um dos motivos para impeachar um Ministro do Supremo é se ele “debochar”, “desdenhar”, “menosprezar” capacidade de colega exercer a função de Ministro do Supremo.

O episódio aqui descrito revela:

- Gilmar conhece os artigos da Constituição que escolhe – uns prestam, outros não!;

- ele debochou, desdenhou, menosprezou a capacidade de o Ministro Marco Aurélio desempenhar a função de Ministro.

Gilmar plantou a semente de seu próprio impedimento.

Cada vez que ele abre a boca reduz o tamanho dos colegas de Supremo.

Isso terá consequência!


Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada

Temer é recebido no Congresso com vaias e gritos de golpista

Presidente interino demonstrou constrangimento com a situação. Ele pediu a parlamentares para que seja aprovada, amanhã (24), proposta para mudança da meta fiscal, que permita ajustes na economia

por Hylda Cavalcanti, da RBA

Temer no Congresso
Temer entrou quieto no Senado e saiu calado
Brasília – A primeira ida do presidente interino Michel Temer, ao Congresso Nacional, programada pelo governo para ser um evento emblemático, terminou sendo considerada “um fiasco” do início ao fim por assessores, senadores do PMDB, parlamentares que fazem oposição a Temer e até aliados dele. Em vez de pronunciamento ou entrevista, a visita de hoje (23) ao Legislativo, com objetivo de discutir a proposta de alteração da meta fiscal, foi sufocada pela queda do ministro do Planejamento, Romero Jucá. Temer foi recebido por manifestantes e parlamentares com vaias, seguidas frases de “fora golpista”. Nem ele, nem sua equipe conseguiram disfarçar o constrangimento.
Temer entrou no Senado em tom formal, pela chapelaria, prometendo falar com a imprensa e sendo reverenciado por aliados. Saiu calado, em meio a gritos e cartazes levantados em sua direção e na dos ministros que o acompanharam e preferiu entrar no carro sem dizer uma única palavra.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que se atrasou e chegou para a reunião um pouco depois do presidente, entrou de cabeça baixa. Precisou ser conduzido com a ajuda de seguranças legislativos e não respondeu aos pedidos dos jornalistas. Na sala do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se encontravam os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Geddel Vieira Lima (secretário de Governo), Romero Jucá (titular da pasta de Planejamento, minutos antes de anunciar que estava se licenciando) e vários deputados e senadores.
Conforme contou Renan após o encontro, tratou-se de uma reunião para entrega formal da proposta de alteração da meta fiscal do governo, medida que permitirá a aprovação de matérias de ajuste na economia do país a serem encaminhadas nos próximos dias, caso seja aprovada. Calheiros ainda disse que o presidente interino fez um apelo aos deputados e senadores para que aprovem a mudança da meta, de forma a ajudar o Executivo e o país.
O presidente do Senado ressaltou que, por conta disso, antecipou a sessão conjunta do Congresso, que estava programada para se realizar a partir das 16h de amanhã para as 11h, para poder possibilitar, além da apreciação de outras matérias, a discussão e votação dessa proposta de mudança de meta.
“Me comprometi em ajudar e digo aqui que vamos nos esforçar para continuar ajudando o país da mesma forma como nos comprometemos com os integrantes do governo Dilma Rousseff. O que está em jogo, neste momento, não é o Michel, mas o Brasil”, acentuou o senador.
Para se ter ideia de como a programação do Executivo deu errado nesta segunda-feira, estava prevista uma entrevista coletiva a ser concedida pelo presidente interino no Palácio do Planalto às 17h, ao lado de ministros da equipe econômica, para falar sobre a meta fiscal e divulgar novas medidas a serem adotadas pelo Executivo. A reunião terminou sendo cancelada.

Psol pede a PGR prisão de Romero Jucá


O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP) disse que “nós estamos pedindo que ele seja não só afastado como preso.”   O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP) disse que “nós estamos pedindo que ele seja não só afastado como preso.”  
Romero, que aparece em uma lista da Operação Lava Jato com outros 27 políticos como um dos beneficiários do esquema de pagamento de propina na Petrobras, teve uma ligação telefônica com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, divulgada, em que fala sobre o pacto que estava sendo firmado para aprovar o impeachment de Dilma e a consequente suspensão da Operação Lava Jato.

Para o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), as declarações contidas na fita são gravíssimas, uma “verdadeira bomba atômica”. “Nós estamos pedindo que ele seja não só afastado como preso”, disse.

Para Valente, a conversa mostra que toda cúpula do PMDB e, possivelmente do PSDB, particularmente o ex-candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), têm muito que explicar à sociedade. “Em analogia com o que aconteceu com o senador Delcídio do Amaral, é caso para a prisão preventiva do senador Jucá”, defendeu Valente.

Matéria publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de São Paulo traz a transcrição da conversa em que Jucá afirma a Machado que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caia nas mãos de Moro. A conversa ocorreu semanas antes da votação pela Câmara dos Deputados da abertura de processo contra a presidenta eleita Dilma Rousseff.

Segundo o jornal, Jucá teria ainda sugerido que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional com o Supremo Tribunal Federal (STF) para delimitar as investigações. A gravação já está com a Procuradoria-Geral da República. 

Portal Vermelho

Merval, preocupado, diz que Temer “não tem condições” de demitir Jucá. Por que?

jucamerval
Faltava ele.
Mas Merval Pereira, finalmente, veio se somar à unanimidade dos colunistas da grande imprensa na constatação de que não há como Romero Jucá permanecer ministro.
Ao final de seu comentário, porém,  diz uma frase intrigante:
“É preocupante que o presidente  Temer não tenha condições de demitir o ministro.”“Romero Jucá deveria ter apresentado do sua demissão imediatamente, para não atrapalhar o governo e o presidente Temer deveria ter pedido o cargo. Não pode ficar esperando a repercussão, para ver se a sociedade vai aceitar. Mas não há como justificar aquele diálogo. É uma conversa muito óbvia. Eles estavam falando de política mesmo, não era nada de economia. É preocupante que o presidente  Temer não tenha condições de demitir o ministro.”
Não tem condições, Merval? Por que motivo?
Temer tem maioria folgada no Senado. Tem todos os poderes presidenciais. Nem mesmo teria desgaste com um eventual inconformismo meramente político de Jucá, que está mais sujo que pau de galinheiro, como dizia minha avó.
Então por que não pode demitir? Há algum segredo, algum pacto, algum “eu sei o que vocês fizeram no verão passado”?
Temos um Presidente da República amedrontado diante de um sujeito que fala abertamente em ter cooptado ministros do Supremo para a ideia do afastamento da presidenta legítima?
Estão acontecendo ameaças, chantagens, Merval?
Temer é refém de Jucá?
Conta pra gente, vai.
Não deixe este suspense: afinal, porque Temer treme e não tem condições de demitir Jucá.
Ou você também tem algum segredo para com seus leitores?
PS. Não obstante a afirmação de Merval, acho que Jucá sai. Se não sair, Temer sabe, o arrasta junto.
Do Tijolaço

O silêncio ensurdecer de Aécio, do PSDB e de Moro sobre a gravação de Jucá.

 
"Esse negócio que você ai ser o primeiro a ser comido foi no sentido figurado, fera"
“Esse negócio que você vai ser o primeiro a ser comido foi no sentido figurado, fera”

Aécio Neves foi mais uma vez citado num escândalo de corrupção e mais uma vez de maneira humilhante. Como em outras ocasiões, o presidente do PSDB está quieto, num silêncio ensurdecedor.
Estará esperando seu porta voz, Gilmar Mendes, se manifestar?
Num trecho da conversa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ainda ministro do Planejamento, Romero Jucá, avisa que “caiu a ficha” dos tucanos sobre o potencial de danos que a Lava Jato pode causar em vários partidos.
“Todo mundo na bandeja para ser comido”, diz Machado. “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio”.
Completa: “O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…”.
Resposta do Aécio: …
Machado lembrou do apoio de Jucá ao PSDB, quando Aécio Neves presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002. “O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?”
Resposta do Aécio: …
Ele prossegue afirmando que “a situação é grave” porque “eles” — a força tarefa da Lava Jato — “querem pegar todo mundo”. Jucá concorda, apocalíptico: “Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura”.
O máximo a que o costumeiramente falastrão Aécio se permitiu foi, através da assessoria, declarar que “desconhece e estranha os termos dessa conversa”.
“Ele foi eleito presidente da Câmara em 2001 por maioria absoluta dos votos em uma disputa que contou com outros nove candidatos, tendo sido essa eleição amplamente acompanhada pela imprensa”, afirma a nota.
Sergio Moro, também rápido no gatilho sobre qualquer coisa relativa a Dilma, Lula (ele quer ‘intimidar’ e ‘obstruir’ as investigações, segundo o juiz), está adotando um tom cuidadoso que nunca o caracterizou.
“Não tenho comentário específico sobre essa situação porque não estou totalmente a par”, disse ele, num fórum organizado pela Veja.”Não deve haver nenhuma interferência do governo. Os trabalhos devem ser independentes”, pontuou ele, acacianamente.
Não passou disso. A plateia de trouxas fica agora aguardando, inutilmente, o jogral estúpido de William Bonner e Renata Vasconcelos do grampo no Jornal Nacional. A admissão de que se tratou de um golpe, explicitado pelo delinquente Jucá, virá daqui a 30 anos.
E o Aécio? O Aécio não ganha porra nenhuma.

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Do DCM

Ministro que propôs corte do Bolsa Família e do SUS tem sobrinha não concursada recebendo R$ 15 mil mensais

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Alana, a assessora do TRT; a tia dela, vice-governadora do Paraná, o ministro da Saúde e a filha Maria Victoria, deputada estadual (PP-PR)
Sr. Presidente, pela unidade do Partido Progressista, que fechou questão em relação ao impeachment, pelos progressistas da minha família: Maria Victoria, Cida Borghetti, Silvio Barros, pelos paranaenses que represento e pela minha Maringá, o meu voto é sim. Então deputado Ricardo Barros (PP-PR), ao votar pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara
Ninguém vai ficar na miséria se cortar um pouco do programa. São eles [do PT] que politicamente se beneficiam da distribuição de recursos do Bolsa Família. Minha base eleitoral é outra. Eu não tenho esse problema. Quando eu propus zero de reajuste para os servidores públicos, eu propus porque o governo simplesmente não tem como pagar. Deputado Ricardo Barros, relator do Orçamento, em 2015, ao propor corte de 36% nas verbas do Bolsa Família
Vamos ter que repactuar, como aconteceu na Grécia, que cortou as aposentadorias, e em outros países que tiveram que repactuar as obrigações do Estado porque ele não tinha mais capacidade de sustentá-las. Ministro da Saúde Ricardo Barros, propondo restrições a direitos no Sistema Único de Saúde
Ninguém é obrigado a contratar. Não cabe ao ministério controlar isso. Ministro Ricardo Barros ao dizer que não pretende controlar a qualidade dos planos de saúde privados
Da Redação, com Garganta Profunda
O engenheiro Ricardo Barros, que deixou mandato parlamentar do PP-PR para servir ao governo interino de Michel Temer na condição de ministro da Saúde, causou um bocado de polêmica nos últimos meses.
Ele tem se mostrado linha dura quando se trata de gastos públicos. Propôs aumento zero para servidores públicos e disse que é impossível sustentar o SUS.
Porém, sabemos agora que Barros tem bem perto de casa um exemplo de possível corte que pouparia o suficiente para dar o benefício básico do Bolsa Família a 195 domicílios.
Trata-se da sobrinha de sua esposa, Alana Borghetti Violanni, que trabalha no cerimonial do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná com um salário bruto de R$ 15.087,38.
Alana não é concursada. Foi lotada na Secretaria Geral da Presidência e tem direito a vantagens como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, auxílio-natalidade, auxílio-moradia e ajuda de custo. Além disso, tem direitos como “abono constitucional de 1/3 de férias e gratificação natalina”.
É por isso que o salário base dela, de R$ 10.352,52, chega aos R$ 15.087,38 brutos mensais.
Alana é sobrinha de Cida Borghetti, esposa de Ricardo Barros, que é vice-governadora do Paraná.
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Fonte interna do tribunal informa que “a remuneração dela corresponde a de um cargo de chefia dos mais altos do TRT-PR, um CJ03. Trata-se não apenas de mais um caso de provável nepotismo cruzado e troca de favores. Num momento de crise como esse, trata-se do retrato do descaramento que tomou de assalto o governo brasileiro”.
A fonte da informação acrescentou: “Cabe dizer que não tenho nada de pessoal contra a moça, mas não é possível que um tribunal que demite seus terceirizados e quebra contratos com seus fornecedores, tudo por falta de dinheiro, possa manter a sobrinha de seu principal inimigo em seus quadros por uma mera conveniência política”.
O informante se refere ao fato de que o contingenciamento que afetará o funcionamento dos TRTs em 2016 foi proposto pelo deputado Ricardo Barros quando ele foi relator do Orçamento da União. Os maiores prejudicados pela medida serão os trabalhadores que movem ações contra seus patrões.
Registros oficiais mostram que Alana tem cargos no judiciário paranaense desde julho de 2012. Ela foi exonerada em fevereiro de 2015, mas dois meses depois já havia sido nomeada outra vez, contratada desta vez na Assessoria de Comunicação do TRT-9ª Região.
Do Viomundo

Paulo Coelho detona Cristovam Buarque: “Que cinismo. Assuma sua responsabilidade”

Mandou bem o Mago.
Captura de Tela 2016-05-23 às 17.31.20

O Globo teria publicado a mesma reportagem bombástica dada pela Folha?

Da Redação

A pergunta, que a princípio era retórica por não aguardar uma resposta, acabou viralizando na Internet. Este repórter colocou na sua página pessoal do Facebook com a convicção de que NÃO - se estivesse sob a guarda exclusiva do Globo a notícia não teria sido publicada. E a razão é simples: o Grupo Globo apostou desde o início na destituição via golpe de Dilma Rousseff e não publicaria uma notícia que delata, entre outras coisas, que a imprensa estava envolvida no processo - nele, a Globo figura como protagonista no campo da mídia.

Mas, para surpresa nenhuma, este jornalista não estava só. Muitos internautas se manifestaram e afirmaram o mesmo. O Grupo Globo não daria publicidade ao tema caso obtivesse a história em caráter exclusivo.

Um jornalista, que conhece bem os bastidores da mídia, disse:

- Já devem ter jogado dúzias dessas na lata do lixo da sala de reuniões.

Outra jornalista lembrou que há uma divisão no Grupo Globo. Enquanto o site do jornal divulgou o assunto, a TV omitiu:

- Não. Mas pelo menos na home o jornal não escondeu (embora não tenha destacado) a referência ao impeachment, como fez A Globo hoje de manhã.

Outra internauta fez menção a outro envolvimento da Globo em assunto estranho que não foi relatado:

- Terá que, meu caro.... ou vai fechar as portas e abrir um negócio de resort em Paraty, qualquer coisa assim...
Conexão Jornalismo

DAMOUS DIZ QUE ÁUDIO DE JUCÁ RESPONDE ROSA WEBER

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Deputado Wadih Damous (PT-RJ) diz que gravação de conversa do ministro Romero Jucá "mostra que o país está sob o controle de uma quadrilha. Mostra que houve um golpe. E mostra que o golpe foi dado para institucionalizar a corrupção"; ele diz que o áudio responde ao questionamento que a ministra do STF Rosa Weber fez à presidente Dilma Rousseff, para que ela explicasse as razões pelas quais se diz vítima de um golpe

 Em um texto publicado em sua página no Facebook, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) diz que gravação da conversa entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado responde ao questionamento feito pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, à presidente Dilma Rousseff.
"Nesse diálogo, fica claro que para os golpistas não havia outra solução para barrar a Lava Jato: era preciso tirar a presidenta Dilma!", diz o texto. O áudio, afirma Damous, "mostra que o país está sob o controle de uma quadrilha. Mostra que houve um golpe. E mostra que o golpe foi dado para institucionalizar a corrupção".
"Há alguns dias, a ministra Rosa Weber notificou a presidenta eleita Dilma Rousseff para que ela explicasse as razões pelas quais se diz vítima de um golpe de estado", lembra Damous. "Então, ministra Rosa, tá respondido?", questiona o deputado.

Caciques do PMDB temem ter sido gravados por Sérgio Machado

Do G1:


A revelação de uma conversa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, passou a gerar um clima de apreensão em Brasília.
Caciques do PMDB, e até mesmo do PSDB, avaliam que podem ter sido gravados por Machado para que ele negociasse um acordo de delação premiada junto à Procuradoria Geral da República.
Dentro da Lava Jato, não seria o primeiro caso de gravações pessoais. Isso aconteceu quando Bernardo Cerveró gravou o agora senador cassado Delcídio do Amaral em um diálogo que levou o ex-petista à prisão; e quando um assessor de Delcídio gravou o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Machado era próximo da cúpula do PMDB no Senado, inclusive do presidente da Casa, Renan Calheiros (AL).
Segundo caciques peemedebistas, a proposta de Sérgio Machado para uma reunião com Jucá, Renan e o ex-presidente José Sarney também poderia ter sido gravada caso tivesse sido aceita pelos participantes.
Alguns senadores do PMDB agora temem que o teor das conversas com Sérgio Machado sejam divulgados.

"Janot, desde quando a PGR tem a gravação de Jucá? O STF sabia? Quem escondeu a treta?"

janoteori
Por

Até agora faltam informações importantes para avaliar até que ponto a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal se omitiram diante das evidências da articulação golpista.

Fica evidente, nos textos degravados, que o diálogo ocorreu antes das votações sobre o processo de impeachment.

Quando?

Quando chegou à Procuradoria?

A PGR levou a gravação a Teori Zavascki, relator da Lava Jato?

Ou Janot e Teori não fizeram nada porque não sabiam ( mesmo que poucos venham a acreditar nisso)ou sabiam e não fizeram nada, deixaram ir avante os planos de ruptura da legalidade.

São, neste caso, cúmplices dela, inapelavelmente.

Não há  “segredo de Justiça” que se justifique, menos ainda quando permitiram que o Juiz Sérgio Moro divulgasse, de ligeiras horas, um diálogo infinitamente menos comprometedor entre Lula e Dilma, que foi o suficiente para Janot considerar “obstrução da Justiça”.

E um senador, agora ministro do núcleo central do governo de usurpação, dizer que estava “conversando” ministros do Supremo para concordarem com a remoção da Presidenta, o que é?

Como questiona meu colega Fernando Molica, de O Dia, não é lícito “supor que o resultado da votação do impeachment teria sido outro caso os diálogos tivessem sido divulgados antes”?

Não se iludam suas excelências: por mais que a mídia brasileira não lhes faça perguntas incômodas, o mundo as fará.
Do blog Contrapontopig

No desmonte da Previdência, a Datraprev pode dançar

Marcelo Auler

Na coluna de Elio Gaspari, neste domingo (22/05) a informação da aposentadoria de Temer, em 1995, com 55 anos e vencimentos de R$ 9.300,00. Reprodução
Na coluna de Elio Gaspari, neste domingo (22/05), a aposentadoria de Temer, em 1995, com 55 anos e vencimentos de R$ 9.300,00. Reprodução
A proposta do governo que chegou ao poder pelo golpe, tendo à frente o presidente interino Michel Temer, mais do que reformar a Previdência, busca, na verdade, o desmonte dela, quem sabe abrindo espaço para os planos de aposentadoria privados. Não se trata apenas, como estão anunciando, de modificar regras para castrar direito dos cidadãos na hora de se beneficiarem das contribuições que fizeram ao longo da vida profissional. Fosse isso, o governo interino não teria desmontado o Ministério da Previdência Social, em um ato ousado contra  o qual ninguém levantou a voz.
Temer, como bem lembrou em sua coluna deste domingo (22/05) Elio Gaspari, aposentou-se em 1996, na condição de procurador do Estado de São Paulo, aos 55 anos, percebendo um salário de R$ 9.300,00 mensais. Tudo dentro da lei. Mas, certamente, se em 1995, o governador Mario Covas (PSDB), ou mesmo antes, no governo do seu aliado político Luiz Antônio Fleury (PMDB) – 1991/1995 – ameaçasse mexer no direito de aposentadoria dos servidores públicos, sem dúvida ele estaria entre aqueles que recorreriam ao judiciário em nome dos direitos adquiridos.
Mas, como pimenta nos olhos dos outros é refresco, o governo, apesar de interino, quer fazer o desmonte definitivo da Previdência. Retalhou o ministério da Previdência em duas partes. O INSS, encarregado de atender aos trabalhadores que precisam de benefícios, foi para o Desenvolvimento Social e Agrário, que já é resultado da junção de duas pastas (Bem Estar Social e Desenvolvimento Agrário). A Previdência Social, que cuida das arrecadações e das aposentadorias, agora pertence ao Ministério da Fazenda, sob a batuta de Henrique Meireles.
As mudanças foram feitas em nome de uma economia que provavelmente nem sequer tenha sido mensurada de forma clara. Mas os riscos que este “desmonte” traz, são visíveis. Benefícios sociais previdenciários e aposentadorias sempre andaram de forma paralela e há 40 anos eram regidos por um mesmo ministério. Este também cuidava dos chamados benefícios assistenciais, como o Loas, o pagamento a idosos e pessoas deficientes que não possuem qualquer tipo de renda, nem são beneficiários da Previdência.
Data Center da Dataprev: em seus computadores milhões de registros sociais dos trabalhadores brasileiros. Foto Mírian Fichtner/Portal Dataprev
Data Center da Dataprev: em seus computadores milhões de registros sociais dos trabalhadores brasileiros. Foto Mírian Fichtner/Portal Dataprev
No meio deste fogo cruzado ficou a Dataprev – Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (antes, Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), que há mais de 40 anos cuida do maior banco de dados sociais do país. O social já foi derrubado do nome, embora a empresa continue umbilicalmente ligada aos programas sociais do governo, que depende muito de seu banco de dados.
No Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) que a empresa administra estão os registros de todos os brasileiros que já tiveram registro em carteira e mais aqueles que recebem benefícios. São milhões de trabalhadores, com informações variadas, desde os salários recebidos até o que lhes foi pago a título de aposentadoria ou de benefício, previdenciários ou assistenciais.
Trata-se de uma empresa superavitária, com 12 clientes que lhe mantêm, entre os quais destaca-se o INSS, Ministério do Trabalho, Ministério do Desenvolvimento Social, Febraban (empréstimo consignado aos aposentados), PREVIC, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Secretaria da Receita Federal.
Com a mudança, a Dataprev corre o risco de ser fundida ao Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro, subordinado ao Ministério da Fazenda. Contra esta fusão, seus 3.800 trabalhadores estão iniciando uma mobilização como apontam no texto abaixo, mostrando os riscos desta “manobra”.

HORA DE RESISTIR E ENFRENTAR O DESMONTE
dataprev, logoA Previdência Social no Brasil tem mais de 100 anos, o Ministério da Previdência Social, algumas vezes junto do Ministério do Trabalho, tinha mais de 40 anos e a Dataprev – Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência, criada por Lei, tem mais de 40 anos.
O governo interino, ilegítimo e golpista, que assaltou o poder no último dia 12 de maio, numa canetada sorrateira, sem debater com ninguém, sem ouvir os técnicos que trabalham há décadas no Ministério, no INSS ou na Dataprev, esquartejou a Previdência Social.  No Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, ficou o INSS e na Fazenda, ficaram os Conselhos que formulam as políticas previdenciárias, a PREVIC e a Dataprev, todos com a palavra Social extirpada de seus nomes.  Esta decisão é clara e a razão não é a numerologia ou algo parecido, atenção ao Social, está longe de ser a prioridade desse governo.
Ao INSS restou o papel de ser uma agência de atendimento ao público.  Já os demais órgãos previdenciários, servirão para atender aos ditames dos grandes empresários e do mercado financeiro.  Os segurados e os beneficiários da Previdência Social, serão apenas um fardo a ser carregado.
A Dataprev corre sério risco de ser absorvida pelo Serpro, com redução das áreas meio e a extinção de novos concursos públicos.  Esta hipótese já é admitida pelo Ministro da Fazenda e vem sendo noticiada pela imprensa.
Depois de 10 anos de fortes investimentos, a Dataprev se transformou na empresa da área social do governo, com 12 clientes, com um parque tecnológico atualizadíssimo, com um faturamento anual de mais de R$ 1,5 bilhão e com o maior lucro de sua história, obtido no ano de 2015. A empresa tem faturamento próprio, é lucrativa e não recebe aportes do Orçamento da União, ao contrário, paga dividendos ao governo.
A fusão não é boa para o Serpro e é péssima para a Dataprev.
Demissões, falta de novos investimentos, perda de clientes das áreas sociais, fim da GVR, fim dos lucros e o consequente fim da PLR,  são cenários bastante prováveis na atual conjuntura.  Além disso, temos que ter muita atenção com o que farão com a Prevdata, nosso Fundo de Pensão, que diferentemente de muitos, goza de boa saúde econômica e financeira.
Não podemos ficar parados esperando para ver como vai ficar.  Se fizermos isso, seremos atropelados pela disposição desse governo de entregar as estatais à iniciativa privada. Temos que agir imediatamente, para demonstrar a esse governo ilegítimo que os trabalhadores da Dataprev não vão admitir tamanho retrocesso.
Blog do Marcelo Auler

Estudante secundarista desafia repórter da Globo a fazer “exame de consciência”

O estudante secundarista Lucas Penteado Kóka tomou a iniciativa de fazer um vídeo durante a invasão da Polícia Militar no Centro Paula Souza, em São Paulo. O adolescente tenta entrevistar uma repórter da TV Globo, que se esquiva das perguntas, dizendo que não pode manifestar sua opinião porque precisa ter uma postura ‘isenta’ diante dos fatos.
Aparentemente desconfiado da resposta, Lucas insiste. “A gente está querendo saber se as mídias grandes, principalmente a Globo (…) Se os integrantes dessas mídias, os jornalistas dessas mídias, têm a consciência do que está acontecendo, certo? Têm a consciência de que a mídia deles distorce o que é gravado. Aquilo que a senhora fala também deve ser distorcido. Essa é a resposta da Globo: ‘Não posso falar’”.
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O vídeo foi postado originalmente na página Pai de Secunda e compartilhado por personalidades, como o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro. “O rapaz deu um show de jornalismo!”, elogiou.

Wikileaks: Jucá admitiu a embaixada dos EUA preferência por tucanos

Em telegramas vazados pelo Wikileaks, Lisa Kubiske cita Jucá como “fonte” da embaixada dos EUA e diz que ele reclamava de “fraqueza” de candidatura de Dilma.

Por Anna Beatriz Anjos, na Pública
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Em 2009, o atual ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) admitiu, durante conversa com Lisa Kubiske, conselheira da embaixada dos EUA em Brasília, que embora seu partido houvesse fechado aliança com o PT para a disputa das eleições presidenciais de 2010, preferia o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao da então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, já cotada como candidata petista.
As informações constam em arquivo revelado pela plataforma Wikileaks em novembro de 2010. Enviado em 10 de setembro daquele ano a Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana à época, o documento, classificado como confidencial, é intitulado “Aliança de Lula com o PMDB: mais problemas do que ganhos?” e trata, como sugere o nome, das articulações entre a legenda e o ex-presidente.
Segundo Kubiske, durante o encontro, o peemedebista “passou cinco minutos reclamando sobre a fraqueza de Dilma enquanto candidata”. “O senador Jucá admitiu que a lealdade de seu partido estava dividida entre Dilma, Serra e seu nome pessoalmente favorito, Aécio Neves do PSDB, que ele gostaria de atrair para o PMDB como candidato presidencial”, reporta a diplomata norte-americana.
Nesta segunda-feira (23), reportagem da Folha de S. Paulo revelou conversas gravadas entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ambos investigados na Lava Jato. Nos áudios, o ministro sugere a criação de um “pacto” para deter o avanço da operação.
Aécio Neves, também investigado na Lava Jato, é mencionado em dois momentos: primeiro, Jucá afirma que “caiu a ficha” de lideranças do PSDB sobre o alcance da operação; Machado comenta que “o primeiro a ser comido vai ser o Aécio”. “O que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara?”, declara. Posteriormente, Machado volta a se referir ao tucano: “O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei da campanha do PSDB…”. Jucá responde: “É, a gente viveu tudo”.
Em outro telegrama vazado pelo Wikileaks, de 21 de outubro de 2009, Jucá é citado por Kubiske como uma das fontes da embaixada dos EUA no Brasil. O então senador teria dito que a filiação de Henrique Meirelles – naquele período presidente do Banco Central e atual ministro da Fazenda – ao PMDB, pouco menos de um mês antes, confirmaria os rumores de que ele seria um “potencial vice-presidente” para Dilma. A diplomata assinala, porém, que Michel Temer, à época presidente da Câmara dos Deputados, era quem provavelmente comporia a chapa com a petista.
Em 23 de março de 2005, John Danilovich, então embaixador dos EUA no Brasil, escreveu um pequeno perfil de Jucá, que assumia o Ministério da Previdência Social do governo Lula. Danilovich informa que o peemedebista “tem sido alvo de diversas acusações de corrupção ao longo dos anos”. Narra que Jucá desviou verba de um fundo de assistência social de Roraima, retirou recursos públicos destinados a projetos de construção civil no mesmo estado e permitiu desmatamento em terras indígenas enquanto presidente da Funai.
De acordo com o relatório da Comissão Nacional da Verdade, Jucá é “responsável pelo massacre de centenas de yanomamis” em consequência das epidemias levadas pelos garimpeiros que entraram em terras indígenas com a autorização do então presidente da Funai. Recentemente o senador também apresentou projetos de lei flexibilizando o licenciamento ambiental e abrindo as terras indígenas à exploração econômica.
Portal Forum

Sérgio Machado gravou também Sarney e Renan

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sérgio Machado não gravou apenas Romero Jucá. O ex-presidente da Transpetro na era PT registrou também áudios de Renan Calheiros e José Sarney.

Nestes dois casos os registros foram feitos em conversas privadas que Machado teve com cada um dos dois, separadamente.

 Segundo conta o colunista do Globo Lauro Jardim, quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.

Na delação, Machado gravou apenas três políticos: o responsável pela sua indicação para a Transpetro (Renan), Sarney e Jucá. Mas comprometeu outros senadores do PMDB. São eles Jáder Barbalho e Edison Lobão.

Eduardo Cunha, Aécio Neves, José Dirceu e Lula não aparecem nos depoimentos dados por Machado.

A delação de Machado está na mesa do ministro Teori Zavascki, esperando homologação 
 
 

O Brasil deve pedir desculpas a Dilma e reconduzi-la ao lugar de onde foi tirada por um bando de corruptos.

 
Sitiada por um sindicato de corruptos
Sitiada por um sindicato de corruptos
Ninguém falou agora do seguinte: como fica Dilma no meio desta sujeira toda que foi e é o processo de impeachment?
A decência impõe que o impeachment seja anulado e Dilma reconduzida ao lugar de onde foi retirada por um bando de corruptos: o Palácio do Planalto.
Os fatos conhecidos sobre o impeachment são estarrecedores. As declarações gravadas de Romero Jucá confirmam plenamente a péssima impressão causada na já histórica sessão da Câmara que votou pelo sim.
O pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado, escreveu Machado de Assis. Este é o golpe. Era uma trama sinistra, mas seus autores podiam fingir que não era. Agora não dá mais. O pecado foi publicado. É de ciência de todos.
Uma mulher honesta sitiada por homens desonestos desde que ganhou de Aécio. Como ela poderia governar? No Congresso, Eduardo Cunha liderava com seus métodos de bandido psicopata o movimento para derrubá-la, auxiliado por capangas como Aécio e Serra.
Nos subterrâneos, o vice Temer conspirava. Toda a mídia, como disse Jucá, se engajou no golpe. Ministros do STF se juntaram aos golpistas, na narrativa crua de Jucá.
Na Lava Jato, Moro promovia operações tratadas como circos espetaculares pela Globo, e destinadas a minar Dilma.
Manifestações de analfabetos políticos manipulados pela mídia receberam da mesma Globo um tratamento delirantemente vip.
Sabotagem, sabotagem e ainda sabotagem.
Um pedido de impeachment estapafúrdio foi aceito por Cunha apenas como vingança por não ter sido apoiado pelo PT na comissão de ética que discute suas múltiplas delinquências.
Era um pedido tão sem nexo que arrolou como razão de impeachment as chamadas pedaladas fiscais, práticas contábeis comuníssimas na política nacional.
Os juristas responsáveis pelo pedido de impeachment se revelaram duas das piores coisas que o direito brasileiro jamais produziu: Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.
Não houve uma só etapa do impeachment que não estivesse manchada de lama, para não falar das bizarrices. Numa das maiores delas, Teori esperou uma eternidade para atender ao pedido de afastamento de Cunha. Os argumentos da Procuradoria Geral eram tais e tantos que foi solicitada uma pena de 138 anos de cadeia para Eduardo Cunha.
Mesmo assim, ele conduziu todo o processo na Câmara, dando a ele uma velocidade inversa à que deu nos trabalhos da comissão de ética que pode e deve cassá-lo.
Teori agiu incrivelmente tarde. E não só então. Desde março está em suas mãos a homologação da delação premiada de Sérgio Machado, e é nela que está a conversa em que Jucá desmascara, involuntariamente, o golpe.
Teori parece não ter sentido algum de urgência. É como se estivéssemos numa crise corriqueira na Suécia, e não numa dramática, sanguinolenta tentativa de golpe contra uma mulher íntegra que ousou combater a corrupção.
Tudo isso posto, o Brasil deve desculpas de joelhos a Dilma pela injustiça desumana que fez a ela.
E deve também devolvê-la ao posto a que ela chegou pelos votos de 54 milhões de pessoas.
Do DCM

Boulos: Jatos d’água e bombas contra o povo pacífico só vão aumentar a fogueira

casa temer - batataCasa temer --Casa Temer - Mídia Ninjafoto jatos da água sem terra
Do Largo da Batata, em São Paulo, manifestantes contra o golpe seguiram até a casa de Temer, cujo acesso foi bloqueado pela Polícia Militar. Pacificamente, um grupo acampou na praça próxima. Na madrugada, a tropa de choque atacou o grupo, utilizando jatos d’água, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para retirar os ocupantes. Fotos: Rede Brasil Atual e Mídia Ninja
Da Rede Brasil Atual
São Paulo – Por volta da meia-noite de hoje (23), oficiais da tropa de choque da Polícia Militar iniciaram um ataque aos manifestantes que, horas antes, haviam ocupado uma praça próxima à casa do presidente interino, Michel Temer, em São Paulo. A coordenação da frente Povo Sem Medo, acusa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de coordenar diretamente a ação policial, que utilizou jatos d’água, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para retirar os ocupantes.
“Enquanto apoiadores do golpe e do impeachment permaneceram dois meses acampados na Paulista, em frente à Fiesp, ninguém alegou obstrução da via para expulsá-los”, protestou Guilherme Boulos, um dos organizadores da mobilização e coordenador do MTST.
Boulos também afirmou que as cenas de repressão não vão arrefecer os ânimos. “Se eles acham que reprimindo vão obstruir a luta popular, eles estão muito enganados”, disse Boulous, comparando o jato d’água disparado contra os manifestantes com gasolina lançada ao fogo. “A fogueira agora só vai aumentar”, declarou, em entrevista aos Jornalistas Livres.
Após saírem em passeata do Largo da Batata, em São Paulo, manifestantes contrários ao governo acamparam um uma praça nas redondezas da casa do presidente interino em Pinheiros. O protesto, convocado pela frente Povo Sem Medo, que reúne diversos outros movimentos sociais, começou por volta de 14h.
O trajeto original da marcha previa chegar à residência do peemedebista, mas todos os acessos foram fechados pela Polícia Militar, pelas Forças Armadas e pelo comando da segurança da Presidência da República, alegando risco à segurança nacional. O interino já havia antecipado seu retorno a Brasília, para onde embarcou por volta das 15h.
Além de acusarem Temer de ter praticado um golpe que culminou no afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), os manifestantes reclamam da suspensão do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida
Do Viomundo

E quando se pensa que o fundo do poço está próximo, a equipe de Temer surpreende

Equipe do governo interino deixa claro que impeachment foi golpe a favor da corrupção. Se era para sanar a política do país, as fichas dos nvos ministros deveriam "despertar" as panelas do país

Na sexta feira (20), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Romero Jucá (PMDB-RR). A decisão foi tomada em um inquérito aberto no tribunal em 2004, em que Jucá é investigado por crime de responsabilidade quando ele era senador. O ministro teria elaborado emendas parlamentares para beneficiar ilegalmente a prefeitura de Cantá, em Roraima. O período dos dados sigilosos que serão analisados é de março de 1998 a dezembro de 2002. Romero Jucá também é alvo de novo pedido de abertura de inquérito feito pelo.

 E leia também.Na conversa de  Jucá e Machado  considerava importante tirar a presidente Dilma Rousseff do poder para abafar a Lava Jato

Na conversa, gravada antes da queda de Dilma, Jucá inclui ainda dirigentes do PSDB como pessoas que estariam cientes de que a saída deveria ser essa, a de um pacto contra a Lava Jato, ao usar a expressão “a ficha caiu” para se referir a caciques tucanos.

O  governo  Temer nasceu de uma trama para tirar Dilma e tentar barrar o avanço da Lava Jato. Se mantiver Jucá no posto, Temer sofrerá desgaste inevitável.. Continue lendo aqui

Veja os reais motivos por que querem o impeachment da Dilma...Entre na torcida contra o golpe  compartilhando o máximo possível essa matéria aqui na Rede Brasil Atual. A democracia agradece.
 

Folha: Temer piorou contas para “o que vier ser lucro”. É o bode na sala. Os tigres chegam já

bodetigre
Gustavo Patú, na Folha de S. Paulo, confirma o que ontem já se apontava aqui: Michel Temer e sua equipe econômica, ao anunciarem o “rombo” fiscal de 2016, superestimaram os valores até onde podiam, com finalidades políticas.
“Da confusa entrevista em que a nova equipe econômica apresentou suas projeções para oOrçamento federal, conclui-se que o governo Michel Temer optou por não deixar nenhuma digital nos resultados fiscais deste ano.
As estimativas para receitas e despesas são as piores à disposição.
Ao mesmo tempo, não há nenhum compromisso formal, que possa ser cobrado futuramente, com a melhora da arrecadação ou com redução de gastos.”
A redução das previsões de receita refletem qualquer expectativa de reação da economia. Era ruim, segue ruim.
Mas a previsão das despesas foi feita de forma a mostrar um descalabro de gastos que, afinal, não existiram e não existirão.
(…)difícil de explicar é o aumento espantoso de ao menos R$ 66 bilhões nas despesas programadas para o ano, incluindo a liberação de R$ 21,2 bilhões que haviam sido bloqueados provisoriamente pela gestão anterior.
O governo não apenas recalculou para cima gastos obrigatórios -salários, aposentadorias e benefícios sociais, por exemplo- como decidiu elevar desembolsos sobre os quais tem poder de decisão -casos de custeio e obras de infraestrutura.
Nada isso vai acontecer. Está ali apenas para dizer que o cenário é “muito pior” do que o Governo Dilma admitia.
Faça as contas e veja que, sem estes 66 bilhões, o déficit se mantém na casa dos R$ 100 bi já previstos.
Foi a estréia de Henrique Meireles e sua equipe no campo da “contabilidade criativa” que tanto usaram contra o Governo: fabricar contas de jeito a que sirvam a propósitos políticos.
E o propósito político está claro: chantagear a sociedade e devorar seus direitos.
“Vamos ter de tirar algo de você  para que você ainda continue tendo alguma coisa”, do contrário quebraremos.
Mentira.
Ao final do ano, vocês verão, teremos pago de juros, encargos e rolagem da dívida mais do que toda a despesa de pessoal, custeio e investimentos do Governo Federal.
Pouco, com Patú, não se deixaram engambelar por esta história.
A maioria é cúmplice, por tolice ou ódio ideológico, de uma manobra que, afinal, decide para quem irá ou não o dinheiro público.
Vai para os tigres.
Do Tijolaço